Um casal britânico, ambos com cancro terminal, viajou para a Suíça para morrer na clínica Dignitas, anunciou a família. Peter Duff, 80 anos, e a sua mulher Penny, 70 anos, estavam doentes sem possibilidade de recuperação.
A notícia provocou polémica na Grã-Bretanha, quando se estima que mais de 100 britânicos tenham procurado a Dignitas para morrer, desde Daniel James, 23 anos, que tinha ficado paralisado do peito para baixo num acidente enquanto jogava rugby, e que o ano passado morreu na Dignitas acompanhado pelos pais, até Craig Ewert, 59 anos e a sofrer de uma doença neurológica motora, que autorizou o realizador John Zaritsk a filmar um documentário sobre a sua morte na clínica suíça em 2006. Estima-se que a Dignitas tenha ajudado 868 pessoas de todo o mundo a morrer.
O casal Duff foi o primeiro casal britânico em estado terminal a procurar a clínica para suicídio assistido. Antes, um outro casal, Bob e Jenny Stokes, tinham morrido na clínica, mas não estavam em estado terminal. Tinham ambos cerca de 50 anos, ele tinha epilepsia e ela esclerose múltipla.
No caso dos Duff, Penny tinha um cancro no sistema digestivo. Peter cuidou da mulher até ele próprio descobrir que tinha cancro no cólon. “Penny tinha lutado contra um cancro raro desde 1992 e o cancro no cólon de Peter tinha-se espalhado para o fígado”, explicou a filha, Helena Conibear, citada pelo diário "The Guardian".
A filha disse que os pais decidiram fazer “algo bonito e notável”. “Esta é uma história incrível, mas por causa das questões legais não podemos discuti-las nesta fase”, explicou.
A polícia britânica tem investigado os casos de mortes na clínica Dignitas, mas nunca houve acusações. Os pais do jovem jogador de rugby foram detidos na sequência da morte do filho, mas foram depois libertados e nunca foram acusados.
A família dos Duff pediu que a sua morte fosse aceite “sem mais comentários até que a situação oficial esteja resolvida”.
O grupo britânico Dignity in Dying afirmou que este caso mostra o desespero das pessoas não poderem ter uma palavra a dizer sobre como acaba a sua vida: “Se os Duff tivessem tido a opção de morte assistida neste país poderiam ainda estar vivos, porque a sua capacidade física para viajar não teria sido um factor”, afirmou Sarah Wootton, líder do grupo de pressão, citada pelo diário "The Telegraph".
Peter Duff era um perito em vinhos e para além de presidente do grupo Álcool em Moderação era ainda um dos patronos do festival de música e literatura de Bath.
O debate sobre o suicídio assistido no Reino Unido a propósito deste caso foi ainda mais aceso com uma informação do diário britânico "The Times", que mencionava uma proposta de alteração de orientações médicas avisando os clínicos do país que podem sofrer consequências se não acatarem os desejos do doente caso este recuse tratamentos que potencialmente prolonguem a vida, por exemplo o pedido de não ressuscitação ou de não usar meios de suporte artificial da vida.
O casal Duff foi o primeiro casal britânico em estado terminal a procurar a clínica para suicídio assistido. Antes, um outro casal, Bob e Jenny Stokes, tinham morrido na clínica, mas não estavam em estado terminal. Tinham ambos cerca de 50 anos, ele tinha epilepsia e ela esclerose múltipla.
No caso dos Duff, Penny tinha um cancro no sistema digestivo. Peter cuidou da mulher até ele próprio descobrir que tinha cancro no cólon. “Penny tinha lutado contra um cancro raro desde 1992 e o cancro no cólon de Peter tinha-se espalhado para o fígado”, explicou a filha, Helena Conibear, citada pelo diário "The Guardian".
A filha disse que os pais decidiram fazer “algo bonito e notável”. “Esta é uma história incrível, mas por causa das questões legais não podemos discuti-las nesta fase”, explicou.
A polícia britânica tem investigado os casos de mortes na clínica Dignitas, mas nunca houve acusações. Os pais do jovem jogador de rugby foram detidos na sequência da morte do filho, mas foram depois libertados e nunca foram acusados.
A família dos Duff pediu que a sua morte fosse aceite “sem mais comentários até que a situação oficial esteja resolvida”.
O grupo britânico Dignity in Dying afirmou que este caso mostra o desespero das pessoas não poderem ter uma palavra a dizer sobre como acaba a sua vida: “Se os Duff tivessem tido a opção de morte assistida neste país poderiam ainda estar vivos, porque a sua capacidade física para viajar não teria sido um factor”, afirmou Sarah Wootton, líder do grupo de pressão, citada pelo diário "The Telegraph".
Peter Duff era um perito em vinhos e para além de presidente do grupo Álcool em Moderação era ainda um dos patronos do festival de música e literatura de Bath.
O debate sobre o suicídio assistido no Reino Unido a propósito deste caso foi ainda mais aceso com uma informação do diário britânico "The Times", que mencionava uma proposta de alteração de orientações médicas avisando os clínicos do país que podem sofrer consequências se não acatarem os desejos do doente caso este recuse tratamentos que potencialmente prolonguem a vida, por exemplo o pedido de não ressuscitação ou de não usar meios de suporte artificial da vida.

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